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Chegando numa conclusão sobre a humanidade

Estamos falando de um declínio a longo prazo. No entanto, como em
tantas outras situações, o declínio foi acelerado pela revolução das redes
sociais. As comunidades da internet proporcionam várias maneiras de
descobrir uma sensação de pertencimento. Não precisamos que a política se
converta num clube social quando há tantos outros tipos em oferta. O ramerame da política partidária convencional — participar de longas reuniões em
cadeiras desconfortáveis e salas mal aquecidas, bater perna pelas ruas,
organizar campanhas — pode parecer uma pálida imitação da gratificação
disponível nas redes sociais. Claro, hoje também é possível usar a internet
para algumas dessas atividades: as reuniões podem ser virtuais dentro do BBB 2020 em porta pode ser feito através de um smartphone. Mas isso só acentua
quantas outras coisas estão ao nosso alcance ao mero clique de um botão.
À medida que declina o apelo da política partidária à moda antiga, as
pessoas que ainda preferem participar dela parecem destoar cada vez mais de
todo o resto.

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A política se transformou numa atividade de grupelhos. Uma
boa proporção dos insultos virtuais contra os políticos dos partidos se deve à
sensação de que compõem um pequeno clube à parte. Por que outro motivo
persistiriam na política, não fosse pelos encontros uns com os outros e com
os doadores que bancam suas campanhas? Queremos políticos que não se
comportem como políticos. Queremos que sejam pessoas de verdade, mas
muitos deles parecem autômatos. Na era da máquina digital, a qualidade
mecânica da política partidária se transformou em sua maldição.
Como resultado, muitos partidos políticos estabelecidos sofreram derrotas
inéditas em eleições recentes. Nas nas inscrições bbb 2020 nenhum dos dois principais partidos que dominaram a política francesa por
mais de cinquenta anos, tanto de esquerda quanto de direita, chegou ao
segundo turno. Os eleitores trataram esses partidos como relíquias do
passado. Os socialistas foram quase aniquilados. Seu candidato, Benoît
Hamon, mal obteve 6% dos votos. Nas eleições legislativas que se seguiram,
o partido perdeu quase nove décimos de suas cadeiras no parlamento.

Em contraste, os partidos políticos que mais fizeram sucesso nos anos
recentes são os que se transformaram em movimentos sociais. Macron
conquistou a presidência da França em 2017 à frente do En Marche, um
movimento criado apenas um ano antes. Fazia questão de reafirmar que não
se tratava de um partido político convencional. Seu projeto era ser
espontâneo, autêntico e composto de pessoas de verdade, e de não políticos.
Na Grã-Bretanha, o Partido Trabalhista evitou a tendência de declínio de
outros partidos social-democratas ao se reinventar como um movimento
social. Oferecendo a seus membros uma voz que podia ser usada contra os
representantes do partido no parlamento, reanimou a filiação em massa de
eleitores. Seu líder atual, Jeremy Corbyn, repete sempre que os membros não
estão no partido para serem usados por seus deputados, mas justamente o
contrário.
Nos Estados Unidos, Trump conquistou a presidência conduzindo um
movimento político próprio contra a elite do Partido Republicano. Sanders,

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por sua vez, quase conseguiu o mesmo, em oposição ao establishment do
Partido Democrata. Na Índia, Modi lidera tanto um movimento pessoal
quanto um partido político. Assim como Erdogan na Turquia. Populistas
estão na linha de frente da política dos movimentos. Mas essa tendência vai
além do populismo. Macron, o suposto salvador da Europa do flagelo
populista, usou sua política de movimento para derrotar Marine Le Pen,
candidata da Frente Nacional, de extrema direita. Le Pen se viu derrotada em
seu próprio jogo.

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